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  <title>DSpace Communidade:</title>
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  <id>http://hdl.handle.net/11690/1056</id>
  <updated>2026-04-25T20:25:00Z</updated>
  <dc:date>2026-04-25T20:25:00Z</dc:date>
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    <title>Diferenças relacionadas ao sexo na avaliação e manejo da dor torácica em um serviço de emergência especializado em cardiologia</title>
    <link rel="alternate" href="http://hdl.handle.net/11690/4559" />
    <author>
      <name>Monzon, Luciele da Rocha</name>
    </author>
    <id>http://hdl.handle.net/11690/4559</id>
    <updated>2026-04-20T20:49:46Z</updated>
    <published>2026-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título: Diferenças relacionadas ao sexo na avaliação e manejo da dor torácica em um serviço de emergência especializado em cardiologia
Autor(es): Monzon, Luciele da Rocha
Resumo: Objetivo: Avaliar possíveis diferenças relacionadas ao sexo na investigação&#xD;
diagnóstica e no manejo de adultos atendidos por dor torácica em um serviço de&#xD;
emergência especializado em cardiologia.&#xD;
Metodologia: Estudo de coorte retrospectivo realizado em um hospital terciário&#xD;
especializado em cardiologia, localizado no sul do Brasil. Foram incluídos prontuários&#xD;
de pacientes com idade ≥18 anos atendidos no serviço de emergência entre 2022 e&#xD;
2023 com queixa principal de dor torácica não traumática. O desfecho primário foi&#xD;
admissão hospitalar após o atendimento na emergência. Os desfechos secundários&#xD;
incluíram realização de eletrocardiograma nas primeiras duas horas, dosagem de&#xD;
troponina nas primeiras duas horas, realização de cateterismo cardíaco e admissão&#xD;
em unidade de terapia intensiva (UTI).&#xD;
Resultados: Foram incluídos 1037 pacientes, dos quais 493 (47,5%) eram homens e&#xD;
544 (52,5%) mulheres. A taxa de admissão hospitalar foi semelhante entre homens e&#xD;
mulheres (19,5% vs. 21,5%; p = 0,464). Em relação à investigação diagnóstica inicial,&#xD;
mulheres foram menos frequentemente submetidas à realização de&#xD;
eletrocardiograma nas primeiras duas horas (89% vs. 96%; p &lt; 0,001) e à dosagem&#xD;
de troponina no mesmo período (76% vs. 89%; p &lt; 0,001). Mulheres também foram&#xD;
menos frequentemente submetidas a cateterismo cardíaco (5,7% vs. 11,6%; p &lt;&#xD;
0,001) e apresentaram menor frequência de internação em UTI (3,1% vs. 7,5%; p &lt;&#xD;
0,001). Após ajuste para idade, raça, classificação de risco na triagem e&#xD;
comorbidades, o sexo feminino permaneceu associado a menor probabilidade de&#xD;
realização de eletrocardiograma nas primeiras duas horas (OR 0,33; IC95% 0,19–&#xD;
0,56) e de dosagem de troponina nas primeiras duas horas (OR 0,36; IC95% 0,25–&#xD;
0,51). Após ajuste adicional para diagnóstico final, o sexo feminino também esteve&#xD;
associado a menor probabilidade de realização de cateterismo cardíaco (OR 0,40;&#xD;
IC95% 0,21–0,76) e de internação em UTI (OR 0,40; IC95% 0,19–0,78).&#xD;
Conclusão: Mulheres atendidas por dor torácica em um serviço de emergência&#xD;
especializado em cardiologia foram menos frequentemente submetidas à&#xD;
investigação diagnóstica precoce e a estratégias invasivas de manejo, mesmo após&#xD;
ajuste para características clínicas relevantes. Esses achados sugerem a presença&#xD;
de diferenças sistemáticas no processo assistencial ao longo da cascata de cuidado&#xD;
da dor torácica.
Título: Diferenças relacionadas ao sexo na avaliação e manejo da dor torácica em um serviço de emergência especializado em cardiologia
Autor(es): Monzon, Luciele da Rocha
Orientador(es): Boniatti, Márcio Manozzo
Resumo: Objetivo: Avaliar possíveis diferenças relacionadas ao sexo na investigação&#xD;
diagnóstica e no manejo de adultos atendidos por dor torácica em um serviço de&#xD;
emergência especializado em cardiologia.&#xD;
Metodologia: Estudo de coorte retrospectivo realizado em um hospital terciário&#xD;
especializado em cardiologia, localizado no sul do Brasil. Foram incluídos prontuários&#xD;
de pacientes com idade ≥18 anos atendidos no serviço de emergência entre 2022 e&#xD;
2023 com queixa principal de dor torácica não traumática. O desfecho primário foi&#xD;
admissão hospitalar após o atendimento na emergência. Os desfechos secundários&#xD;
incluíram realização de eletrocardiograma nas primeiras duas horas, dosagem de&#xD;
troponina nas primeiras duas horas, realização de cateterismo cardíaco e admissão&#xD;
em unidade de terapia intensiva (UTI).&#xD;
Resultados: Foram incluídos 1037 pacientes, dos quais 493 (47,5%) eram homens e&#xD;
544 (52,5%) mulheres. A taxa de admissão hospitalar foi semelhante entre homens e&#xD;
mulheres (19,5% vs. 21,5%; p = 0,464). Em relação à investigação diagnóstica inicial,&#xD;
mulheres foram menos frequentemente submetidas à realização de&#xD;
eletrocardiograma nas primeiras duas horas (89% vs. 96%; p &lt; 0,001) e à dosagem&#xD;
de troponina no mesmo período (76% vs. 89%; p &lt; 0,001). Mulheres também foram&#xD;
menos frequentemente submetidas a cateterismo cardíaco (5,7% vs. 11,6%; p &lt;&#xD;
0,001) e apresentaram menor frequência de internação em UTI (3,1% vs. 7,5%; p &lt;&#xD;
0,001). Após ajuste para idade, raça, classificação de risco na triagem e&#xD;
comorbidades, o sexo feminino permaneceu associado a menor probabilidade de&#xD;
realização de eletrocardiograma nas primeiras duas horas (OR 0,33; IC95% 0,19–&#xD;
0,56) e de dosagem de troponina nas primeiras duas horas (OR 0,36; IC95% 0,25–&#xD;
0,51). Após ajuste adicional para diagnóstico final, o sexo feminino também esteve&#xD;
associado a menor probabilidade de realização de cateterismo cardíaco (OR 0,40;&#xD;
IC95% 0,21–0,76) e de internação em UTI (OR 0,40; IC95% 0,19–0,78).&#xD;
Conclusão: Mulheres atendidas por dor torácica em um serviço de emergência&#xD;
especializado em cardiologia foram menos frequentemente submetidas à&#xD;
investigação diagnóstica precoce e a estratégias invasivas de manejo, mesmo após&#xD;
ajuste para características clínicas relevantes. Esses achados sugerem a presença&#xD;
de diferenças sistemáticas no processo assistencial ao longo da cascata de cuidado&#xD;
da dor torácica.</summary>
    <dc:date>2026-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>Plantas medicinais e acesso à saúde: uma visão no contexto dos imigrantes</title>
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    <author>
      <name>Brochier, Bruna</name>
    </author>
    <id>http://hdl.handle.net/11690/4530</id>
    <updated>2026-03-27T18:50:13Z</updated>
    <published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título: Plantas medicinais e acesso à saúde: uma visão no contexto dos imigrantes
Autor(es): Brochier, Bruna
Resumo: O estudo investigou o uso de plantas medicinais entre imigrantes residentes nomunicípio de Canoas (RS), buscando compreender como se dá a preservação eadaptação desses saberes tradicionais no contexto migratório. O objetivo foiidentificar as principais plantas utilizadas em seus países de origem, analisar suasdenominações locais e avaliar possíveis barreiras linguísticas e de acesso a essasespécies no Brasil. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter transversal edescritivo, realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com sete imigrantes,majoritariamente venezuelanos e um haitiano. A análise seguiu o método de Análisede Conteúdo de Bardin. Os resultados indicaram que todos os participantesutilizavam plantas medicinais antes da migração e que seis deles mantiveram o usono Brasil, ainda que com adaptações às espécies disponíveis. Entre as plantas maiscitadas destacaram-se Plectranthus amboinicus, Cymbopogon citratus, Phyllanthusniruri, Peumus boldus e Aloe vera. As falas revelaram dificuldades no acesso àsplantas e aos serviços de saúde, bem como barreiras linguísticas que comprometema identificação das espécies. Observou-se forte correspondência entre o saberpopular dos imigrantes e as evidências científicas descritas na literatura, reforçandoa importância do conhecimento tradicional. Como produto técnico, desenvolveu-secartilha bilíngue em português, espanhol e francês com orientações sobre o usocorreto das plantas e suas equivalências linguísticas, visando facilitar o acesso àinformação e valorizar a diversidade cultural
Título: Plantas medicinais e acesso à saúde: uma visão no contexto dos imigrantes
Autor(es): Brochier, Bruna
Orientador(es): Silva, Fernanda Rabaioli da
Resumo: O estudo investigou o uso de plantas medicinais entre imigrantes residentes nomunicípio de Canoas (RS), buscando compreender como se dá a preservação eadaptação desses saberes tradicionais no contexto migratório. O objetivo foiidentificar as principais plantas utilizadas em seus países de origem, analisar suasdenominações locais e avaliar possíveis barreiras linguísticas e de acesso a essasespécies no Brasil. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter transversal edescritivo, realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com sete imigrantes,majoritariamente venezuelanos e um haitiano. A análise seguiu o método de Análisede Conteúdo de Bardin. Os resultados indicaram que todos os participantesutilizavam plantas medicinais antes da migração e que seis deles mantiveram o usono Brasil, ainda que com adaptações às espécies disponíveis. Entre as plantas maiscitadas destacaram-se Plectranthus amboinicus, Cymbopogon citratus, Phyllanthusniruri, Peumus boldus e Aloe vera. As falas revelaram dificuldades no acesso àsplantas e aos serviços de saúde, bem como barreiras linguísticas que comprometema identificação das espécies. Observou-se forte correspondência entre o saberpopular dos imigrantes e as evidências científicas descritas na literatura, reforçandoa importância do conhecimento tradicional. Como produto técnico, desenvolveu-secartilha bilíngue em português, espanhol e francês com orientações sobre o usocorreto das plantas e suas equivalências linguísticas, visando facilitar o acesso àinformação e valorizar a diversidade cultural</summary>
    <dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>Acesso à saúde no Brasil: dificuldades enfrentadas por imigrantes</title>
    <link rel="alternate" href="http://hdl.handle.net/11690/4468" />
    <author>
      <name>Santos, Carine Rocha dos</name>
    </author>
    <id>http://hdl.handle.net/11690/4468</id>
    <updated>2026-02-09T19:05:22Z</updated>
    <published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título: Acesso à saúde no Brasil: dificuldades enfrentadas por imigrantes
Autor(es): Santos, Carine Rocha dos
Resumo: As populações migrantes enfrentam diversos desafio ao migrar para outros países e&#xD;
a dificuldade ao acesso a saúde representa um deles. O objetivo deste trabalho&#xD;
consiste em identificar os principais obstáculos enfrentados pelos imigrantes&#xD;
funcionários do Complexo hospitalar Santa Casa de Porto Alegre, Rio Grande do Sul&#xD;
enfrentam para acessar os serviços de saúde. Foi aplicado um questionário com&#xD;
perguntas fechadas aos imigrantes que exercem suas atividades laborais em um&#xD;
ambiente hospitalar a fim de identificar o perfil sociodemográfico e as principais&#xD;
dificuldades no acesso a saúde desta população. A amostra foi composta por 30&#xD;
imigrantes, com predominância masculina (53,3%) com uma idade média de 38 anos.&#xD;
Metade desta população residia no país há mais de cinco anos, advindos,&#xD;
principalmente, da Venezuela (53,3%), Equador (16,7%) e Haiti (16,7%).Observou-se&#xD;
equidade na distribuição da raça/etnia entre brancos (30%), negros (30,0%) e&#xD;
pardos/mulatos (33,3%). O estado civil predominante foi solteiro (60,0%). O nível de&#xD;
escolaridade mais frequente foi ensino médio completo (30%) e fundamental&#xD;
incompleto (23,3%). As principais dificuldades enfrentadas pelos imigrantes&#xD;
identificadas pelo questionário incluíram a barreira linguística (53,6%), longos tempos&#xD;
de espera para consultas, exames ou tratamentos (53,6%) e, em menor percentual,&#xD;
discriminação ou preconceito (10,7%). Nas experiências positivas identificadas&#xD;
destacou-se o bom acolhimento e respeito por parte dos profissionais de saúde&#xD;
(67,9%), consultas e tratamentos gratuitos (28,6%) e esforços de comunicação&#xD;
mesmo com barreiras linguísticas (21,4%). Como Produto técnico, desenvolveu-se&#xD;
uma cartilha bilíngue em português e espanhol com orientações sobre como acessar&#xD;
os principais serviços da rede de atenção básicas oferecidas pelo Sistema único de&#xD;
saúde na cidade de Porto Alegre, RS visando facilitar o acesso a informação e reduzir&#xD;
desigualdades vivenciadas por essa população.
Título: Acesso à saúde no Brasil: dificuldades enfrentadas por imigrantes
Autor(es): Santos, Carine Rocha dos
Orientador(es): Konradt, Daniele Mariath Bassuino
Resumo: As populações migrantes enfrentam diversos desafio ao migrar para outros países e&#xD;
a dificuldade ao acesso a saúde representa um deles. O objetivo deste trabalho&#xD;
consiste em identificar os principais obstáculos enfrentados pelos imigrantes&#xD;
funcionários do Complexo hospitalar Santa Casa de Porto Alegre, Rio Grande do Sul&#xD;
enfrentam para acessar os serviços de saúde. Foi aplicado um questionário com&#xD;
perguntas fechadas aos imigrantes que exercem suas atividades laborais em um&#xD;
ambiente hospitalar a fim de identificar o perfil sociodemográfico e as principais&#xD;
dificuldades no acesso a saúde desta população. A amostra foi composta por 30&#xD;
imigrantes, com predominância masculina (53,3%) com uma idade média de 38 anos.&#xD;
Metade desta população residia no país há mais de cinco anos, advindos,&#xD;
principalmente, da Venezuela (53,3%), Equador (16,7%) e Haiti (16,7%).Observou-se&#xD;
equidade na distribuição da raça/etnia entre brancos (30%), negros (30,0%) e&#xD;
pardos/mulatos (33,3%). O estado civil predominante foi solteiro (60,0%). O nível de&#xD;
escolaridade mais frequente foi ensino médio completo (30%) e fundamental&#xD;
incompleto (23,3%). As principais dificuldades enfrentadas pelos imigrantes&#xD;
identificadas pelo questionário incluíram a barreira linguística (53,6%), longos tempos&#xD;
de espera para consultas, exames ou tratamentos (53,6%) e, em menor percentual,&#xD;
discriminação ou preconceito (10,7%). Nas experiências positivas identificadas&#xD;
destacou-se o bom acolhimento e respeito por parte dos profissionais de saúde&#xD;
(67,9%), consultas e tratamentos gratuitos (28,6%) e esforços de comunicação&#xD;
mesmo com barreiras linguísticas (21,4%). Como Produto técnico, desenvolveu-se&#xD;
uma cartilha bilíngue em português e espanhol com orientações sobre como acessar&#xD;
os principais serviços da rede de atenção básicas oferecidas pelo Sistema único de&#xD;
saúde na cidade de Porto Alegre, RS visando facilitar o acesso a informação e reduzir&#xD;
desigualdades vivenciadas por essa população.</summary>
    <dc:date>2025-01-01T00:00:00Z</dc:date>
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    <title>Barreiras socioculturais que dificultam o acesso à saúde: uma análise dos desafios enfrentados por imigrantes no município de Canoas-RS</title>
    <link rel="alternate" href="http://hdl.handle.net/11690/4466" />
    <author>
      <name>Queiroz, Jéssica dos Santos</name>
    </author>
    <id>http://hdl.handle.net/11690/4466</id>
    <updated>2026-02-09T15:01:20Z</updated>
    <published>2025-01-01T00:00:00Z</published>
    <summary type="text">Título: Barreiras socioculturais que dificultam o acesso à saúde: uma análise dos desafios enfrentados por imigrantes no município de Canoas-RS
Autor(es): Queiroz, Jéssica dos Santos
Resumo: Introdução: A população imigrante enfrenta múltiplos desafios no acesso aos&#xD;
serviços de saúde, frequentemente relacionados a barreiras estruturais, culturais e&#xD;
linguísticas. No Brasil, ainda são escassos os estudos que investigam as&#xD;
necessidades não atendidas em atenção primária à saúde (APS) entre imigrantes,&#xD;
especialmente em contextos municipais. Objetivo: Verificar a prevalência de&#xD;
necessidades não atendidas em atenção primária à saúde entre imigrantes&#xD;
residentes na cidade de Canoas, Rio Grande do Sul. Métodos: Trata-se de um&#xD;
estudo transversal, de abordagem quantitativa, realizado na sede do Projeto Social&#xD;
Caminho do Bem (PSCB), instituição vinculada à Pastoral Unilasalle. A coleta de&#xD;
dados ocorreu durante oficinas realizadas entre abril e junho de 2025, com&#xD;
imigrantes convidados a participar voluntariamente. Foram incluídos indivíduos com&#xD;
18 anos ou mais, residentes em Canoas-RS, e excluídos aqueles com déficit&#xD;
cognitivo impeditivo, recusa em assinar o termo de consentimento ou tempo de&#xD;
residência no Brasil inferior a três meses. Os participantes responderam a um&#xD;
questionário sociodemográfico e a um instrumento baseado em Bajgain et al. (2021)&#xD;
para avaliar a presença de necessidades não atendidas em APS. Foram analisadas&#xD;
as razões para a falta de atendimento — classificadas em acessibilidade,&#xD;
disponibilidade e aceitabilidade — e os impactos pessoais e econômicos&#xD;
decorrentes. Resultados: Participaram 20 imigrantes, com idade média de 34,1 ±&#xD;
10,6 anos, majoritariamente do sexo feminino (60%) e com ensino médio completo&#xD;
(65%). Todos relataram ter experimentado, nos últimos 12 meses, pelo menos uma&#xD;
necessidade de saúde não atendida. Os serviços mais frequentemente mencionados&#xD;
foram encaminhamento para médico especialista (30%), exames laboratoriais (15%)&#xD;
e atendimento odontológico (15%). As principais barreiras de acessibilidade&#xD;
incluíram custo (50%) e distância (38,9%); de disponibilidade, o tempo de espera&#xD;
prolongado (38,9%) e indisponibilidade no momento necessário (33,3%); e de&#xD;
aceitabilidade, a percepção de atendimento insuficiente (27,8%) e a dificuldade de&#xD;
comunicação linguística (22,2%). Não foram observadas associações significativas&#xD;
entre idade ou tempo de residência no Brasil e os tipos de barreiras relatadas (p &gt;&#xD;
0,05). Entre os impactos pessoais, destacaram-se prejuízos à saúde mental (30%) e&#xD;
piora do estado geral (25%); entre os impactos econômicos, aumento das despesas&#xD;
(30%) e uso de medicamentos sem prescrição (25%). Também não houve&#xD;
associação significativa entre idade ou tempo de residência e os tipos de impacto (p&#xD;
&gt; 0,05). Conclusão: Todos os imigrantes participantes apresentaram alguma&#xD;
necessidade de saúde não atendida, com predomínio de barreiras ligadas à&#xD;
acessibilidade e disponibilidade dos serviços. Os resultados indicam fragilidades na&#xD;
integração da população imigrante aos serviços de atenção primária à saúde e&#xD;
reforçam a necessidade de políticas públicas que ampliem o acesso equitativo,&#xD;
considerando as dimensões culturais, linguísticas e socioeconômicas.
Título: Barreiras socioculturais que dificultam o acesso à saúde: uma análise dos desafios enfrentados por imigrantes no município de Canoas-RS
Autor(es): Queiroz, Jéssica dos Santos
Orientador(es): Boniatti, Márcio Manozzo
Resumo: Introdução: A população imigrante enfrenta múltiplos desafios no acesso aos&#xD;
serviços de saúde, frequentemente relacionados a barreiras estruturais, culturais e&#xD;
linguísticas. No Brasil, ainda são escassos os estudos que investigam as&#xD;
necessidades não atendidas em atenção primária à saúde (APS) entre imigrantes,&#xD;
especialmente em contextos municipais. Objetivo: Verificar a prevalência de&#xD;
necessidades não atendidas em atenção primária à saúde entre imigrantes&#xD;
residentes na cidade de Canoas, Rio Grande do Sul. Métodos: Trata-se de um&#xD;
estudo transversal, de abordagem quantitativa, realizado na sede do Projeto Social&#xD;
Caminho do Bem (PSCB), instituição vinculada à Pastoral Unilasalle. A coleta de&#xD;
dados ocorreu durante oficinas realizadas entre abril e junho de 2025, com&#xD;
imigrantes convidados a participar voluntariamente. Foram incluídos indivíduos com&#xD;
18 anos ou mais, residentes em Canoas-RS, e excluídos aqueles com déficit&#xD;
cognitivo impeditivo, recusa em assinar o termo de consentimento ou tempo de&#xD;
residência no Brasil inferior a três meses. Os participantes responderam a um&#xD;
questionário sociodemográfico e a um instrumento baseado em Bajgain et al. (2021)&#xD;
para avaliar a presença de necessidades não atendidas em APS. Foram analisadas&#xD;
as razões para a falta de atendimento — classificadas em acessibilidade,&#xD;
disponibilidade e aceitabilidade — e os impactos pessoais e econômicos&#xD;
decorrentes. Resultados: Participaram 20 imigrantes, com idade média de 34,1 ±&#xD;
10,6 anos, majoritariamente do sexo feminino (60%) e com ensino médio completo&#xD;
(65%). Todos relataram ter experimentado, nos últimos 12 meses, pelo menos uma&#xD;
necessidade de saúde não atendida. Os serviços mais frequentemente mencionados&#xD;
foram encaminhamento para médico especialista (30%), exames laboratoriais (15%)&#xD;
e atendimento odontológico (15%). As principais barreiras de acessibilidade&#xD;
incluíram custo (50%) e distância (38,9%); de disponibilidade, o tempo de espera&#xD;
prolongado (38,9%) e indisponibilidade no momento necessário (33,3%); e de&#xD;
aceitabilidade, a percepção de atendimento insuficiente (27,8%) e a dificuldade de&#xD;
comunicação linguística (22,2%). Não foram observadas associações significativas&#xD;
entre idade ou tempo de residência no Brasil e os tipos de barreiras relatadas (p &gt;&#xD;
0,05). Entre os impactos pessoais, destacaram-se prejuízos à saúde mental (30%) e&#xD;
piora do estado geral (25%); entre os impactos econômicos, aumento das despesas&#xD;
(30%) e uso de medicamentos sem prescrição (25%). Também não houve&#xD;
associação significativa entre idade ou tempo de residência e os tipos de impacto (p&#xD;
&gt; 0,05). Conclusão: Todos os imigrantes participantes apresentaram alguma&#xD;
necessidade de saúde não atendida, com predomínio de barreiras ligadas à&#xD;
acessibilidade e disponibilidade dos serviços. Os resultados indicam fragilidades na&#xD;
integração da população imigrante aos serviços de atenção primária à saúde e&#xD;
reforçam a necessidade de políticas públicas que ampliem o acesso equitativo,&#xD;
considerando as dimensões culturais, linguísticas e socioeconômicas.</summary>
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