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O contexto disfuncional pode ser caracterizado por padrões de interação,
comunicação ou organização que não favorecem o desenvolvimento saudável dos
indivíduos. Dessa forma, vínculos marcados pela disfuncionalidade estão associados
a um maior risco de comprometimento da saúde mental. Quando isso ocorre, o sujeito
pode apresentar dificuldade em aceitar suas experiências internas e,
consequentemente, deixar de agir de acordo com seus valores pessoais, mesmo
diante do sofrimento, caracterizando o que se denomina inflexibilidade psicológica.
Nessa perspectiva, a inflexibilidade psicológica deriva do comprometimento de seis
processos centrais: aceitação, desfusão, contato com o momento presente, self como
contexto, valores e ação comprometida. O comprometimento desses processos
ocorre quando os indivíduos não dispõem de repertórios comportamentais alinhados
a esses processos, sobretudo aos valores internalizados, que se desenvolvem, entre
outros fatores, por meio das vivências no contexto em que crescem. Diante disso, a
Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), abordagem que entende o sujeito como
alguém sempre influenciado e moldado pelo seu contexto, busca ampliar a
capacidade da pessoa de aceitar suas experiências internas, sem tentar evitá-las, e
de agir de maneira coerente com seus valores, mesmo quando enfrenta situações
dolorosas e inevitáveis da vida a fim de preservar o desenvolvimento saudável desses
processos. |
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