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Este trabalho buscou compreender as motivações que levaram pessoas
LGBTQIA+ a empreender na cidade de Porto Alegre (RS), bem como as dificuldades
enfrentadas nesse percurso. Realizou-se uma pesquisa qualitativa e exploratória,
sendo realizada em duas etapas: revisão bibliográfica e entrevistas em profundidade
com sete empreendedores e empreendedoras LGBTQIA+ atuantes em diferentes
ramos de negócio na capital gaúcha. Para a análise dos resultados seguiu-se a
Análise de Conteúdo Temática. Os resultados mostraram que, enquanto o ingresso e
a permanência no mercado de trabalho formal foram marcados por discriminação
explícita e velada, essa mesma barreira não se repetiu no momento de empreender,
o que levou o negócio próprio a representar, para os entrevistados, um espaço de
proteção e pertencimento. Observou-se, ainda, que a necessidade de desempenho
redobrado como estratégia de compensação ao estigma, vivenciada no vínculo
empregatício, permanece presente no empreendedorismo, mas se reconfigura em
função da relação com clientes. O estudo contribui para ampliar a compreensão sobre
o empreendedorismo LGBTQIA+, evidenciando a autonomia conquistada pelo
negócio próprio como instrumento de resistência e transformação do ambiente de
trabalho. |
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