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Desde 2020, na Área de Proteção Ambiental (APA) do Ibirapuitã, na Campanha Gaúcha, vem
sendo desenvolvido o projeto RestaurAPA, com o objetivo de restaurar cerca de 1.930 ha de
campo nativo em 20 propriedades de pequenos produtores, invadidas pela Eragrostis plana
Nees, uma espécie exótica invasora (EEI), conhecida popularmente como capim-annoni. A
Educação Ambiental é vista como uma das principais ferramentas para conectar comunidades
locais e temáticas ecológicas presentes em Unidades de Conservação, estratégia que foi
implementada na APA do Ibirapuitã, como parte do projeto RestaurAPA. Assim, utilizou-se o
ambiente escolar como meio para trabalhar temas como espécies nativas, EEI e uso de
recursos naturais, por meio de cartilhas voltadas à ecologia e à cultura do bioma Pampa.
Abordagem que se insere no campo da memória social, alinhando-se à linha de pesquisa de
Memória, Cultura e Gestão, uma vez que busca integrar as práticas e saberes tradicionais
relacionados à memória ambiental, vinculados ao patrimônio do Pampa na Educação
Ambiental. Projetos de educação ambiental, em sua maioria, ainda carecem de uma
abordagem social mais aprofundada. É fundamental incluir uma análise detalhada do
contexto social local, considerando as diferentes realidades e potencializando as
oportunidades existentes. Desse modo, reuniões presenciais e online foram realizadas de
modo a incorporar as perspectivas dos educadores às propostas das escolas da região ao
material elaborado. Como resultado, foram sugeridos temas como a etnobotânica, os recursos
hídricos e os danos causados pelo lixo, que complementaram os tópicos já definidos.
Ademais, essa troca de conhecimento com os professores foi essencial para reestruturar uma
perspectiva acadêmica convencional, permitindo uma outra compreensão das necessidades e
interesses locais. |
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