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As populações migrantes enfrentam diversos desafio ao migrar para outros países e
a dificuldade ao acesso a saúde representa um deles. O objetivo deste trabalho
consiste em identificar os principais obstáculos enfrentados pelos imigrantes
funcionários do Complexo hospitalar Santa Casa de Porto Alegre, Rio Grande do Sul
enfrentam para acessar os serviços de saúde. Foi aplicado um questionário com
perguntas fechadas aos imigrantes que exercem suas atividades laborais em um
ambiente hospitalar a fim de identificar o perfil sociodemográfico e as principais
dificuldades no acesso a saúde desta população. A amostra foi composta por 30
imigrantes, com predominância masculina (53,3%) com uma idade média de 38 anos.
Metade desta população residia no país há mais de cinco anos, advindos,
principalmente, da Venezuela (53,3%), Equador (16,7%) e Haiti (16,7%).Observou-se
equidade na distribuição da raça/etnia entre brancos (30%), negros (30,0%) e
pardos/mulatos (33,3%). O estado civil predominante foi solteiro (60,0%). O nível de
escolaridade mais frequente foi ensino médio completo (30%) e fundamental
incompleto (23,3%). As principais dificuldades enfrentadas pelos imigrantes
identificadas pelo questionário incluíram a barreira linguística (53,6%), longos tempos
de espera para consultas, exames ou tratamentos (53,6%) e, em menor percentual,
discriminação ou preconceito (10,7%). Nas experiências positivas identificadas
destacou-se o bom acolhimento e respeito por parte dos profissionais de saúde
(67,9%), consultas e tratamentos gratuitos (28,6%) e esforços de comunicação
mesmo com barreiras linguísticas (21,4%). Como Produto técnico, desenvolveu-se
uma cartilha bilíngue em português e espanhol com orientações sobre como acessar
os principais serviços da rede de atenção básicas oferecidas pelo Sistema único de
saúde na cidade de Porto Alegre, RS visando facilitar o acesso a informação e reduzir
desigualdades vivenciadas por essa população. |
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