Abstract:
Este artigo propõe uma análise das contribuições e limitações da Terapia Assistida
por Cães (TAC) no âmbito da saúde mental humana, contemplando diferentes
contextos clínicos e institucionais. O objetivo central deste estudo consiste em
compreender as principais contribuições e desafios da TAC no cuidado à saúde
mental. Para atingir este objetivo, realizou-se uma revisão sistemática da literatura,
utilizando critérios de seleção, análise e organização de estudos segundo o
protocolo PRISMA (2020). Foram incluídos na análise 17 estudos de produção
nacional e internacional, publicados no período de Janeiro de 2020 a Junho de 2025,
e presentes nas bases de dados BVS, CAPES e Web Of Science. Os estudos
analisados evidenciam que a TAC pode promover o bem-estar emocional,
diminuindo sintomas de estresse, ansiedade e depressão. Além disso, constatou-se
um reforço nos laços afetivos e uma melhora na interação social entre os
participantes, independentemente das idades ou do contexto clínico. Mesmo com
aspectos positivos, ainda persistem limitações como a falta de padronização de
protocolos de intervenção, o número reduzido de participantes nos estudos e a
escassez de pesquisas de longa duração, dificultando o reconhecimento dessa
intervenção como uma prática sustentada em evidências científicas. A TAC
representa uma estratégia que resgata um olhar humanizado no cuidado em saúde
mental. Contudo, seu avanço depende de um rigor metodológico, de uma interação
efetiva entre profissionais de áreas diferentes e de um monitoramento ético
permanente, assegurando resultados confiáveis e respeitosos tanto para os
pacientes quanto para os animais envolvidos.