Abstract:
O objetivo do presente artigo consiste em investigar sobre o potencial da metacognição
enquanto estratégia de aprendizagem comportamental a partir de um diálogo com produções
científicas mapeadas dos anos 2018 a 2025. Trata-se de uma pesquisa de revisão de literatura
de cunho qualitativo, do tipo Estado do Conhecimento. A análise seguiu as orientações de
Laurence Bardin. Os resultados apontaram para as seguintes categorias: a) cognição, que
reuniu estudos voltados à definição, evolução conceitual e aos processos de monitoramento e
controle cognitivo; b) autoconhecimento, que evidenciou o papel reflexivo e avaliativo da
metacognição na compreensão de si e na modulação interna de pensamentos e ações; c)
comportamento humano, a qual destacou a influência da metacognição na tomada de
decisões, na adaptação comportamental e nas interações sociais; d) autoestima e terapia
metacognitiva de Wells, que evidenciaram como crenças e julgamentos metacognitivos
impactam mudanças emocionais e comportamentais em contextos clínicos. Pode-se concluir
que a metacognição apresenta potencial significativo como estratégia de aprendizagem
comportamental, pois favorece reflexão, regulação e transformação de ações.