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Esta dissertação, vinculada à linha de pesquisa Formação de Professores, Teorias e
Práticas Educativas, analisa criticamente as produções científicas recentes sobre o
uso das tecnologias digitais nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com foco nas
relações entre linguagem, cultura digital e processos de aprendizagem. Trata-se de
uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica, orientada por uma abordagem
hermenêutica, que se configura como um estado do conhecimento, a partir do
mapeamento e interpretação de estudos publicados nos últimos cinco anos em bases
como SciELO, BDTD e Google Acadêmico. O estudo problematiza os sentidos
atribuídos às tecnologias digitais no campo educacional, questionando em que medida
tais artefatos são mobilizados para promover aprendizagens críticas e autorais ou, ao
contrário, reforçam usos instrumentais e práticas pedagógicas reprodutivas. O
conceito de digitalização do saber ultrapassa a compreensão restrita do uso
instrumental de tecnologias digitais no espaço escolar. Trata-se de uma
transformação mais ampla, que envolve conjecturas culturais, modos de pensar,
produzir, compartilhar e significar o conhecimento em redes de apoio e de forma
colaborativa. Justifica-se com base em autores como Vygotsky, Rojo, Santaella, Sibilia
e Selwyn, articulando os conceitos de mediação, multiletramentos e cultura digital a
uma perspectiva crítica das tecnologias. Os resultados indicam que, embora haja
reconhecimento do potencial pedagógico das tecnologias digitais, predomina uma
apropriação superficial e tecnicista, marcada pela ausência de intencionalidade
pedagógica, fragilidades na formação docente e limitações no desenvolvimento de
competências críticas, éticas e autorais. Evidencia-se, ainda, a necessidade de
tensionar as condições sociais, políticas e institucionais que atravessam o uso dessas
tecnologias, deslocando o debate de uma perspectiva instrumental para uma
abordagem formativa, crítica e situada. |
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