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A Educação para o Desenvolvimento Sustentável (EDS) emerge como resposta
estratégica aos desafios contemporâneos impostos pela crise ambiental,
desigualdade social e instabilidade econômica. Alinhada à Agenda 2030 da
Organização das Nações Unidas (ONU), a EDS busca promover uma formação
cidadã crítica e transformadora, exigindo, no ensino superior, uma reestruturação
profunda das práticas pedagógicas e do compromisso institucional. Nesse cenário,
compreende-se que a EDS amplia os horizontes da Educação Ambiental (EA), que
lança bases críticas sobre a conservação ecológica e a conscientização política do
meio ambiente, já a EDS articula essa visão de maneira sistêmica, interconectando
as pautas ecológicas às esferas social, cultural e econômica da sustentabilidade
global. Vinculada à Linha de Pesquisa Gestão, Educação e Políticas Públicas do
PPGEdu da Universidade La Salle, esta pesquisa parte do seguinte problema: de
que maneira a EDS pode subsidiar a elaboração de um plano de ação que favoreça
sua integração e fortalecimento nas Instituições de Ensino Superior (IES)? O
objetivo geral consiste em analisar as contribuições que fundamentam a elaboração
de um plano de ação para a integração da educação voltada ao desenvolvimento
sustentável no ensino superior. Para tanto, definiram-se três objetivos específicos:
(a) Compreender os fundamentos da Educação para o Desenvolvimento Sustentável
(EDS) no contexto do ensino superior; (b) Identificar os desafios e as oportunidades
nas produções acadêmicas voltadas à inserção da Educação para o
Desenvolvimento Sustentável (EDS) nas instituições de ensino superior; e (c)Propor
um plano de ação que potencialize a integração da Educação para o
Desenvolvimento Sustentável (EDS) nas instituições de ensino superior a partir da
lógica de campus sustentáveis e laboratórios vivos. Metodologicamente, a pesquisa
adota uma abordagem qualitativa de natureza bibliográfica, com análise de conteúdo
fundamentada em Bardin (2016). O corpus documental foi constituído por produções
indexadas na SciELO e no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES
(2015-2024), selecionadas por descritores associados à EDS e aos 17 ODS. O
referencial teórico dialoga com autores centrais como Morin, Gadotti, Cortese,
Griebeler e Veiga, além de documentos normativos da UNESCO. Os achados
revelam que a EDS demanda uma abordagem transdisciplinar e sistêmica,
superando a fragmentação curricular. Contudo, persistem desafios como a falta de
indicadores institucionais e a integração superficial dos ODS. Como resultado, o
estudo fundamenta um Plano de Ação estruturado em quatro eixos estratégicos:
Gestão Institucional e Campus como Laboratório Vivo (Living Lab); Sustentabilidade
Curricular e Transversalidade; Pesquisa Interdisciplinar e Inovação; e Extensão e
Diálogo de Saberes. A centralidade no conceito de Living Labs justifica-se por sua
capacidade de converter a infraestrutura e a comunidade universitária em espaços
dinâmicos de experimentação e inovação aberta, onde estudantes, docentes e
gestores co-criam, testam e avaliam soluções sustentáveis em tempo real e em
escala real. Conclui-se que a EDS, ao ser incorporada como princípio organizador,
transforma o espaço acadêmico em um ecossistema de resiliência e ética, essencial
para o cumprimento da Meta 4.7 do Objetivo 4 da Agenda 2030. |
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