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Esta tese insere-se na Linha de Pesquisa Memória, Cultura e Identidade, do Programa
de Pós-graduação em Memória Social e Bens Culturais da Unilasalle, investigando o
Zoológico Municipal de Canoas (MiniZoo) sob a ótica de um espaço híbrido que
articula preservação, reabilitação de fauna e memória ambiental na paisagem urbana.
Os problemas de pesquisa são os seguintes: Quais ações/estratégias são realizadas
junto aos visitantes, para a sua sensibilização em relação à proteção da fauna local e
ao ambiente como um todo? Quais são os projetos de educação ambiental realizados
no MiniZoo de Canoas? Após os animais serem acolhidos, como é feita triagem,
tratamento e introdução de volta ao seu habitat natural? Qual é o posicionamento da
mídia escrita da Região Metropolitana de Porto Alegre em relação ao Mini Zoo? Seus
objetivos são: Verificar ações e estratégias de sensibilização de público visitante
relacionadas à preservação da fauna local e ao meio ambiente. Analisar o cotidiano
dos profissionais que ali atuam, incluindo tratamento, recuperação e devolução de
animais ao ambiente. Verificar projetos de educação ambiental ali realizados. Analisar
posicionamentos da mídia escrita da Região Metropolitana de Porto Alegre sobre o
MiniZoo e o trabalho de preservação ali desenvolvido. As hipóteses que defendo são:
este espaço não se constitui apenas como um local de exposição de animais, mas
principalmente, como agente ativo na reabilitação e reinserção de espécies na
natureza e de promoção de preservação de fauna; a memória ambiental se entrelaça
com a paisagem urbana e o MiniZoo coloca-se como um centro de integração entre o
ambiente e a comunidade. A metodologia seguiu uma abordagem qualitativa,
englobando pesquisa bibliográfica, documental e de campo. Foi realizada entrevista
estruturada com a profissional que atua no MiniZoo e a criação de um ensaio visual
como elemento analítico e narrativo. Os resultados revelam que o MiniZoo opera, na
prática, como um Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), apresentando
um crescimento exponencial no recebimento de animais (saltando de 447 em 2018
para mais de 3.500 em 2025) devido à pressão da expansão urbana. A análise
demonstra a consolidação do MiniZoo como um "lugar de memória", onde práticas de
educação ambiental e protocolos de bem-estar, como o enriquecimento ambiental,
medeiam a relação entre a sociedade e a natureza. Conclui que o MiniZoo transcende
a função de exposição, atuando como um agente ativo na reabilitação da fauna nativa
e como um patrimônio ecológico e sociocultural indispensável para a memória urbana
de Canoas. |
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