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dc.contributor.authorSchwengber, Daiana-
dc.date.accessioned2020-06-24T18:35:09Z-
dc.date.available2020-06-24T18:35:09Z-
dc.date.issued2019-
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11690/1403-
dc.description.abstractO presente estudo tem por objetivo compreender como a (in)visibilidade manifesta-se na construção de memórias de catadores participantes de movimentos nacionais nos contextos Brasil e França. No Brasil, mais de 800 mil catadores são responsáveis por 90% da reciclagem dos resíduos sólidos pós-consumo. Na França, cerca de dois mil “biffins”, catadores que restauram produtos usados, realizam venda em feiras conhecidas como “mercado de pulgas”. Ambos encontram nos “restos da sociedade” uma oportunidade de trabalho e de sobrevivência. Resistem perante as situações de opressão, exclusão, criminalização e desvalorização em busca de visibilidade, reconhecimento econômico, ambiental e social. Desse modo, a problemática central de investigação: como a (in)visibilidade manifesta-se na construção de memórias de catadores participantes de movimentos nacionais nos contextos Brasil e França? A partir das perspectivas apresentadas, estabeleceu-se como objetivo geral compreender como a (in)visibilidade manifesta-se na construção de memórias de catadores participantes de movimentos nacionais nos contextos Brasil e França. Como percurso metodológico, optou-se pela abordagem qualitativa de cunho descritivo, onde (entre dezembro de 2016 e julho de 2018) foram realizadas 17 entrevistas semiestruturadas (10 no Brasil e 6 na França), observação não participante e documentos textuais, ressaltando-se a entrevista com o Professor Doutor Emílio Eigenheer. Os dados foram analisados pelo Sonal 2.0.97, um software livre que armazena os arquivos em texto e áudio, utilizado em pesquisas qualitativas, mas ainda pouco difundido no Brasil. Os resultados apontam que a (in)visibilidade na construção de memórias, descende principalmente do estigma construído na trajetória de trabalho dos catadores e dos biffins. A memória da invisibilidade do trabalho dos catadores emerge relacionada à questão econômica enquanto a memória da visibilidade do seu trabalho está vinculada a questões sociais e ambientais. As análises evidenciaram ambiguidades na compreensão de tais memórias como: a caracterização do resíduo versus lixo; a invisibilidade e a visibilidade perante as leis de reconhecimento e inclusão na prestação de serviços da coleta seletiva; a discriminação e a glamourização que sofrem os catadores; o estigma bom e o estigma mau, dados da reciclagem no Brasil e dados dos trabalhadores na catação; importância de estudos em relação a memória da limpeza urbana e memória subterrânea versus memória oficial. E mais, a partir das ambiguidades, foi identificada a possibilidade da construção de pontes para a promoção da visibilidade do trabalho dos catadores.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.publisherUniversidade La Sallept_BR
dc.rightsOpen Accessen
dc.subjectMemóriaspt_BR
dc.subjectInvisibilidadept_BR
dc.subjectCatadores de resíduos sólidospt_BR
dc.subjectBrasilpt_BR
dc.subjectFrançapt_BR
dc.titleMemórias da (in)visibilidade: catadores do Brasil e biffins da Françapt_BR
dc.typeTesept_BR
dc.contributor.advisorBorges, Maria de Lourdespt_BR
dc.degree.localCanoas/RSpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Memória Social e Bens Culturais (PPGMSBC)pt_BR
dc.publisher.countryBRpt_BR
dc.contributor.advisorcoKortmann, Gilca Maria Lucenapt_BR
Appears in Collections:Doutorado Memória Social e Bens Culturais

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