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http://hdl.handle.net/11690/4603| Autor(es): | Santos, Tatiane Rambo dos |
| Título: | Teletrabalho, qualidade de vida e burnout: associações e percepções de servidores técnico-administrativos da pós-graduação em uma instituição federal de ensino superior |
| Palavras-chave: | Teletrabalho;Qualidade de vida no trabalho;Burnout (Psicologia);Saúde do trabalhador |
| Data do documento: | 2026 |
| Editor: | Universidade La Salle |
| Citação: | SANTOS, Tatiane Rambo dos. Teletrabalho, qualidade de vida e burnout: associações e percepções de servidores técnico-administrativos da pós-graduação em uma instituição federal de ensino superior. 2026. 124 f. Dissertação (mestrado em Saúde e Desenvolvimento Humano) – Universidade La Salle, Canoas, 2026. Disponível em:. Acesso em: 21 set. 2026. |
| Resumo: | Introdução: A saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores têm ganhado destaque no contexto das transformações laborais intensificadas pelo contexto pós-pandemia, especialmente com a adoção de modelos mais flexíveis como o teletrabalho. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional pode ser afetado nessa modalidade, influenciando indicadores de qualidade de vida e o risco de burnout. Aspectos como sobrecarga, falta de controle e demandas ampliadas tendem a aumentar a vulnerabilidade ao esgotamento, enquanto flexibilidade, autonomia e suporte institucional favorecem o bem-estar. Objetivo: Analisar a relação entre adesão ao teletrabalho, qualidade de vida e sintomas de burnout em servidores técnico-administrativos que atuam na pós-graduação da UFRGS. Método: trata-se de um estudo quanti-qualitativo, transversal, realizado por meio de aplicação de questionário composto por questões sociodemográficas, somado aos instrumentos Quality of Life Enjoyment and Satisfaction Questionnaire – Short Form (Q-LES-Q-SF) e Brief Burnout Evaluation Scale (BBES), contendo ainda uma questão aberta. Foram realizados testes de associação para investigar relações entre teletrabalho, qualidade de vida e burnout, bem como de potenciais fatores associados aos desfechos em análise. Para o componente qualitativo, foi empregada a análise temática para avaliação da questão aberta. Resultados: Não foram observadas associações significativas entre frequência de teletrabalho e escores de qualidade de vida (p = 0,740) ou burnout (p = 0,938), possivelmente em razão do tamanho da amostra. Entretanto, verificou-se relação consistente entre menores escores de qualidade de vida e maior ocorrência de sintomas de burnout (Rho de Spearman = -0,410; p = 0,009). Em relação à questão aberta, os achados evidenciam duas temáticas principais: 1) Deslocamento e Saúde Mental e 2) Qualidade de Vida e Modalidade de Trabalho. Conclusão: Os achados sugerem que o teletrabalho, isoladamente, não determina níveis de qualidade de vida ou burnout entre os servidores analisados. Contudo, a associação entre baixa qualidade de vida e maior presença de sintomas de burnout verificada nas análises quantitativas, bem como as relações entre deslocamento e saúde mental e as percepções sobre qualidade de vida e modalidade de trabalho, evidenciadas nas análises qualitativas, indicam a necessidade de ações institucionais contínuas para promoção da saúde, equilíbrio entre demandas e recursos, e fortalecimento de políticas de bem-estar no trabalho. |
| Orientador(es): | Vieira, Gustavo Fioravanti |
| Aparece nas coleções: | Dissertação (PPGSDH) |
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