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Terceiro setor e estado: os limites da intervenção estatal à luz da jurisprudência do STF

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dc.contributor.author Oliveira Filho, Ronaldo Barbosa de
dc.date.accessioned 2025-10-03T21:37:26Z
dc.date.available 2025-10-03T21:37:26Z
dc.date.issued 2025
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/11690/4436
dc.description.abstract Essa pesquisa possui o condão de investigar, com base no referencial teórico central de Jürgen Habermas, os limites constitucionais da intervenção estatal sobre as organizações do terceiro setor em políticas sociais. Parte-se da premissa de que a cooperação entre Estado e sociedade civil demanda equilíbrio entre finalidade pública e autonomia privada e, simultaneamente, busca promover reflexão crítica sobre até onde o poder público pode intervir sem desfigurar a natureza associativa, a representatividade social e a função cívica dessas entidades. Examinase a reconfiguração histórica das fronteiras entre o público e o privado e as condições de legitimidade das parcerias (seleção impessoal, transparência e controle), contrapondo liberalismo e intervencionismo e situando a justiça social como diretriz da CF/88 para a atuação coordenada de Estado e terceiro setor. Adota-se abordagem jurídico-dogmática, com análise de conteúdo de marcos normativos e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), reconstruída em categorias analíticas que abrangem seleção e qualificação, transparência e participação, controle e integridade, e orientação a resultados. A Teoria do Agir Comunicativo orienta a avaliação da legitimidade procedimental por publicidade, argumentação e inclusão, oferecendo critérios para aferição de proporcionalidade nas formas de controle. Os resultados indicam que a Corte diferencia fomento de delegação de serviço, resguarda a autonomia gerencial e a natureza privada das organizações, exige chamamento público e metas, e privilegia accountability por resultados em lugar de transposições acríticas do regime jurídico público. Conclui que parâmetros procedimentais especialmente inspirados em Habermas, aliados a salvaguardas de transparência, impessoalidade e controle social, permitem disciplinar a colaboração sem retrocessos na esfera pública democrática nem esvaziamento da potência associativa do terceiro setor. pt_BR
dc.publisher Universidade La Salle pt_BR
dc.subject Terceiro setor pt_BR
dc.subject Intervenção estatal pt_BR
dc.subject Supremo Tribunal Federal pt_BR
dc.subject Ação comunicativa pt_BR
dc.subject Parcerias público–privadas sociais pt_BR
dc.title Terceiro setor e estado: os limites da intervenção estatal à luz da jurisprudência do STF pt_BR
dc.type Dissertação pt_BR
dc.contributor.advisor Obara, Hilbert Maximiliano Akihito


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